"In Nomine Domini"

Um velho Mestre Espiritual ensinava aos freis franciscanos a sempre começar qualquer trabalho I.N.D. (In Nomine Domini - Em Nome Do Senhor). É o que estamos fazendo. Não só estamos começando, como nos conduziremos sempre :

"No Nome Do Senhor"

...para a glória de N.Senhora, e para nos sentirmos mais irmãos uns dos outros.

Este blog é centrado na espiritualidade e em seus desdobramentos - de uma forma geral e na nossa experiência pessoal. O saudoso Frei Clemente kesselmeier, do Convento de Santo Antônio do Largo da Carioca, disse certa vez, que se o Jesus histórico estivesse hoje entre nós, certamente usaria a internet para proclamar a Palavra. E, não existe dia melhor para iniciar esta experiência de ...

”Dizei à luz do dia o que vos digo na escuridão e proclamai de cima dos telhados o que vos digo ao pé do ouvido”(MT10,26)”

... do que este, em que celebramos a Santíssima Trindade.

E, na certeza de que ela nos conduzirá a VITÓRIA, invoquemo-la com a nossa senha:

“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!”

"Que a unção do Espírito Santo o frutifique..."

PARTICIPE DO NOSSO BLOG DEIXANDO SEU COMENTÁRIO, CLICANDO EM Links para esta postagem AO FINAL DE CADA TEMA.

"Seja bem Vindo!"

Olá, é bom você estar aquí. Seja bem vindo! Nós (Catariana e Maria Alice), fizemos este Blog, pensando em você. Queríamos compartilhar o que lemos, ouvimos, assistimos, vivenciamos, em nossa caminhada. Antes de tudo o nosso nome - "Beraká" - significa "Local de Bençãos" e está biblicamente fudamentado em "2 Crônicas 20". É o que gostaríamos que este Blog fosse para você, um "Local de Bençãos", onde todos podemos beber da mesma fonte - Deus.

O tema central é a Espiritualidade em todos os seus desdobramentos, mas queríamos deixar claro que o nosso objetivo é abrir-nos ao debate, trocarmos figurinhas, dialogar em todas as possibilidades...

Procuramos distribuí-lo de uma forma que facilite a sua leitura, em temas gerais: "Luzeiros", "Espiritualidade", "Vivências", "Nosso Jeitinho", "Calathos", "Reflexões",.... (cada uma com uma explicação na primeira postagem sobre conteúdo do tema) e sub-temas: "que a minha vida seja luz", "respirar", "banco de tres pernas",...

Mas, para que tudo isto faça sentido, nós temos que estabelecer um "diálogo", uma intimidade, como falamos na introdução do "Nosso Jeitinho".

E, para que isto se dê, dependemos primeiro da sua visita, de você estar aquí, depois, da sua participação. E, para ajudá-lo nisto, vamos lhe dar algumas dicas de como "viajar" por este Blog.

Primeiro, você deve ter notado que determinadas palavras estão destacadas em cores diferentes do resto do texto (como neste texto mesmo, a palavra "Luzeiros"), e quando passamos o mouse sobre elas, mudam de cor, ficam verde fosforecente (FAÇA ISTO AGORA PARA TESTAR). Você deve ter observado que foi no nosso perfil; para retornar à página onde estava é só fechar à que foi direcionado ou clicar na setinha de retorno. Isto acontece na coluna principal e nas colunas laterais. Toda vez que isto acontecer, você vai ser direcionado à um link que lhe forneça informações adicionais sobre o assunto, dicas sobre livros, autores, pessoas, filmes.

Na lateral direita você também vai encontrar, título com o nome "MARCADORES" que estão todas as postagens feitas, e outro chamado "ARCHIVE", que organiza as postagens por tema e data. As fotos e imagens em que aparecem a mãozinha quando passsamos o mouse sobre elas, também remetem a um outro link com informações sobre a pessoa(Como é o caso do Frei Clemente).

Você pode saber quantas pessoas visitam nosso Blog na "VISUALIZAÇÃO DA PÁGINA", e até de onde vem os nossos visitantes, clicando no "MAPA-MUNDI", na coluna da direita.

Se você gostou de algum "Tema", concorda, não concorda, quer dar a sua opinião, faça seu comentário logo após o assunto clicando em "LINKS PARA ESTA POSTAGEM". Se quer saber o que outras pessoas pensam, clique em "COMENTÁRIOS", também logo após o "Tema".

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Convide, seus amigos. Você deve ter notado, que na coluna direita tem uma série de bandeirinhas, de diversos países, clicando sobre elas, o texto é automáticamente traduzido para o idioma indicado. Portanto, que a lingua não seja um impecilho para você mandar este Blog para aquele seu amigo americano, francês, italiano, espanhol, alemão, israelense, japonês.

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Obrigada por sua participação,Catarina e Maria Alice

VOLTE SEMPRE!!!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Oremus"

“10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 16 Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” Efésios 6:10-18


BERAKA III




CALÇADO DA PAZ

“E calçados os pés na preparação do evangelho da paz”
(Ef 6:15)

A qualidade daquilo que protege os pés do guerreiro determina a distância aonde ele poderá chegar. O evangelismo é tanto uma arma de conquista (com ela avançamos contra as trevas – Is. 52.7; Rm. 10.15), como de defesa (com ela pisamos sobre o inimigo – Lc. 10.19; Rm. 16.20). enquanto estabelecemos a paz de Cristo no coração do seres humanos, fazemos guerra contra o mal.

Vestir o evangelho de Jesus é ser o portador DE BOAS NOVAS, da paz onde quer que você vá.

ESCUDO DA FÉ

"Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno."
(Ef 6:16)

Esta arma nos defende contra as flechas ou dardos inflamados do mligno (enfermidades, confusões, medo, problemas financeiros, etc). Mas precisamos estar atentos, o escudo precisa ser manuseado, ou seja, tem que estar na posição e direção certas para nos defender de cada flecha. A fé é a arma que temos para desfazer as obras do mal contra nós. É com a fé que anulamos todo o veneno e vencemos o mundo (I Jo. 5.4).

O soldado romano normalmente usava um escudo redondo no braço esquerdo para se proteger das setas do inimigo. Quando alguma seta passava, tocava na couraça e não penetrava. Da mesma forma temos um Escudo que é o da Fé, para apagar os dardos inflamados do mal.

Quando chegar uma seta de enfermidade levante o escudo da fé, e diga:

“Jesus Cristo levou sobre Ele todas as minhas dores e enfermidades e pelas suas pisaduras eu fui sarado”. (Isaias 53: 4 e 5)

Quando lhe for enviada uma seta de cansaço e desânimo, levante o escudo da fé, e diga:

“O Senhor renova as forças daqueles que confiam nele”
(Isaías 40:31)

CAPACETE DA SALVAÇÃO

“Tomai também o capacete da salvação,..., que é a palavra de Deus”
(Ef 6:17a)

A mente do cristão é o alvo prioritário do inimigo. Ai reside o poder das decisões.

Para proteger a sua mente. Lembre-se, o ataque do mal é sobre a mente, pois ali está o seu Livre Arbítrio. E aí que você decide se quer ou não quer, se faz ou não faz, etc. Com o capacete da salvação, você passa a ter a mente de Cristo.

“O Filho do Homem procurará a paz dentro de seus próprios pensamentos(...). Não existe poder maior no céu e na terra do que os pensamentos do Filho do Homem. Embora invisível aos olhos do corpo, cada pensamento tem uma força imensa, força capaz de sacudir os céus.”





Nossa próxima BATALHA fica para o próximo POST:
ARMADURA DE DEUS IV

Quer saber de como começa a BATALHA, vá aos posts anteriores

ARMADURA DE DEUS I

ESTES POSTS E FIGURA FOI ELABORADO BASEADO NAS MATÉRIAS DE: jailson teixeira

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"oremus"

“10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 16 Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” Efésios 6:10-18


ARMADURA DE DEUS II
UMA SÉRIE SOBRE BATALHA ESPIRITUAL

Quando Paulo nos manda “tomar toda a armadura de Deus” (Ef. 6.13), está nos indicando a postura correta que o soldado de Cristo deve ter para vencer as suas batalhas. A armadura romana da ilustração de Paulo era a última palavra em equipamento militar pessoal, com peças de defesa (capacete, couraça, cinto, sandália e escudo) e ataque (espada). Lembre-se que a Bíblia nos manda tomar todas a armadura (Ef. 6.13), e não apenas algumas peças.

CINTO DA VERDADE
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade,...”
(Ef 6:14)
O cinto é usado para segurar as calças. O cinto da verdade segura a Armadura de Deus. Qualquer mentira que sair de sua boca, você perde o cinto da verdade, e toda a sua armadura cai, e você fica nu diante do inimigo. Não existe para o cristão “mentirinha” “mentira santa”, etc.
COURAÇA DA JUSTIÇA
“Estai, pois, firmes,..., e vestida a couraça da justiça” (Ef 6:14b)
A couraça da justiça é a peça que protege as partes vitais (coração, pulmões, fígado, etc.). Espiritualmente a couraça da justiça protege as fontes da vida de Deus em nós.
Apesar da palavra couraça, vir de couro, como era feita a roupa dos soldados romanos, a nossa couraça é da justiça. O que nos justifica? O sangue de Jesus. A nossa couraça é feita de sangue, o sangue de Jesus. Jesus morreu na cruz derramando o seu sangue por nós, um sangue precioso, um sangue que não tem igual, e preciso crer na fonte do sangue de Jesus, e pela fé apropriar em seu poder em nossas vidas. É como o amor, o amor é apenas uma palavra enquanto não é demonstrado, da mesma maneira, o sangue é uma palavra enquanto não é usado.

“Senhor Jesus, em teu nome e com o poder do teu precioso Sangue, selo toda pessoa, feitos ou acontecimentos através dos quais, o inimigo queira me fazer danos.
Com o poder do precioso Sangue de Jesus, selo toda potestade destruidora e do mal, no ar, na terra, na água, no fogo, debaixo da terra. Com o poder do Sangue de Jesus, rompo toda interferência e ação do mal. Te peço, Jesus, que envie ao meu lar, lugar de trabalho, a Santíssima Virgem Maria, acompanhada de São Miguel, São Gabriel e São Rafael e de toda a corte dos Santos Anjos.
Com o poder do Sangue de Jesus, selo minha casa com todos que nela habitam (mencionar o nome das pessoas) e também todas as pessoas de quem provem o nosso sustento. Com o poder do Sangue de Jesus, selo portas, janelas, objetos, paredes,pisos e o ar que respiro, e com fé, coloco um círculo do vosso precioso Sangue em volta de minha família.
Com o poder do Sangue de Jesus, selo todos os lugares onde vou estar hoje, também as pessoas com as quais vou contactar (mencionar os nomes). Com o poder do Sangue de Jesus, selo meu trabalho material e espiritual, os negócios de minha família, os veículos, estradas ruas e qualquer meio de transporte que haverei de utilizar.
Com o precioso Sangue de Jesus, selo os atos, as mentes e os corações de todos os habitantes de minha pátria, a fim de que a paz de vosso coração reine sobre eles.
 Te agradeço, Senhor, por vosso Sangue e por vossa vida, porque graças a eles, sou salvo e preservado de todo mal.  
Amém!”







Nossa próxima BATALHA fica para o próximo POST:
ARMADURA DE DEUS III

Quer saber de como começa a BATALHA, vá ao post anterior

ARMADURA DE DEUS I

ESTES POSTS E FIGURA FOI ELABORADO BASEADO NAS MATÉRIAS DE:  jailson teixeira





"Oremus"

Imagine-se acordando um dia e achando sua casa bem no meio de um campo de batalha. Com bombas explodindo ao seu redor, os disparos de metralhadoras e os gritos dos feridos, qual seria o seu primeiro pensamento? Se levantaria para ir ao serviço? Iria para a escola? Lavaria o carro? A sua primeira reação seria a sobrevivência sua e da sua família, não é?


Mesmo quando não percebemos a guerra ao nosso redor, isso não quer dizer que ela não exista. Em termos bem fortes, Paulo escreve que o mundo é um campo de batalha espiritual (Ef 6:12). Nós precisamos nos despertar para ver que a batalha é real!
Essa batalha não é guerra material, e sim espiritual. Então, como alguém pode sobreviver? Precisamos ser


"fortalecidos no Senhor e na força do seu poder e devemos vestir toda a armadura de Deus"
(Ef 6:10-11,13).


O homem é capaz de providenciar sua própria armadura na batalha contra poderes espirituais?

De onde vem a armadura certa?


Seja qual for sua forma de pensar sobre batalhas espirituais, uma coisa é certa: A Palavra de Deus nos orienta a nos revestirmos de toda a armadura de Deus. Seria isso algo místico? Ou seria algo prático?


“10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 16 Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos”
 Efésios 6:10-18




ARMADURA DE DEUS I

O texto acima nos declara uma preciosa verdade: a origem da nossa força é o Senhor. Não é a nossa força, mas a força do Senhor. Como você verá posteriormente esta é a base da vitória. Isso pode parecer um segredo simples, mas na verdade determina se seremos ou não derrotados.
"Revesti-vos de toda a ARMADURA de DEUS, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do inimigo"
(Efésios 6:11)
Deus teve o cuidado de nos alertar por Sua Palavra. Ele está nos ensinando como guerrear. Como está escrito, nós não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contras as potestades. Sendo assim, saber guerrear espiritualmente é sim uma questão de sobrevivência.
É fundamental que nos tornemos soldados de Cristo hábeis e capacitados para a guerra.
As armaduras sempre estiveram presentes na história das batalhas como forma exclusiva de proteção pessoal. Originalmente eram fabricadas de metal, usada por diversos tipos de soldados e guerreiros. Atualmente, estas "armaduras" se tornaram muito mais sofisticadas, leves e de fácil manuseio. Não são mais de bronze, ferro; mas fabricadas a partir de arames de aço, camadas plásticas, placas de cerâmicas e até de tecidos mega resistentes. Independente do tipo de material, o fim sempre foi o mesmo: Proteção contra algo ou alguém que tem intenções de machucar.O apóstolo Paulo usou estas palavras inspiradas para descrever a indumentária espiritual que o cristão deve ter diante desta batalha invisível entre o bem e o mal. Ele escreveu que o mundo é um campo de batalha espiritual (6:12) e fez questão de utilizar esta figura de linguagem que cabe perfeitamente para compreendermos como nos encontramos nesta guerra e como podemos nos resguardar. O contexto dos versos dez ao vinte e quatro, nos incentiva a acreditar plenamente que a melhor defesa e também ataque, sempre é através de Cristo. Cristo é quem nos redime, nos salva e também nos protege.
“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;”
(2Co10:4)

Em seguida somos instruídos a nos revestirmos de toda a armadura de Deus. Não apenas o capacete da salvação, ou o escudo da fé, ou a couraça da justiça. Precisamos da armadura toda. Negligenciar alguma “peça” certamente irá abrir espaço para dores desnecessárias durante a jornada do soldado neste mundo e poderá, eventualmente, até resultar em sua morte!
Muitos cristãos parecem se tornar peritos apenas um dos itens da armadura, como por exemplo no escudo da fé ou no capacete da salvação. Mas a determinação bíblica é que devemos “nos revestir de toda a armadura de Deus, para que assim possamos estar firmes contra as astutas ciladas do mal”. Esta verdade é dita ainda uma segunda vez neste mesmo trecho de Efésios, recurso de ênfase bíblica, confirmando que nós devemos “tomar toda a armadura de Deus, para que possamos resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficarmos firmes.”

A expressão “toda a armadura” vem do grego panoplia (pan-op-lee’-ah), que significa “toda/completa/integral/plena/inteira + armadura”.

Qual parte da armadura precisamos para vencer o inimigo?
“FORTALECEI-VOS NO SENHOR E NA FORÇA DO SEU PODER. REVESTI-VOS DE TODA A ARMADURA DE DEUS ”
(Efésios 6:10-11)
Além das armas, você precisa estar totalmente vestido com a Armadura para que as setas do mal não possam lhe atingir. E Paulo, que conhecia muito bem o exército romano, e suas armaduras, faz uma comparação com a ARMADURA DE DEUS.
Discussões tecnológicas a parte, a Palavra de Deus deixa claro que precisamos estar conscientes e preparados para as batalhas espirituais.
Vamos meditar sobre cada item desta “Armadura Celestial”


Mas esta nossa BATALHA fica para o próximo POST:


ESTES POSTS E FIGURA FOI ELABORADO BASEADO NAS MATÉRIAS DE:  Carl Ballard e jailson teixeira





domingo, 11 de setembro de 2011

"Oremus"


"Desde os mais remotos tempos, quando o homem ainda não entendia os fenômenos da natureza e atribuía a cada um deles a manifestação da força ou da vontade de um ente superior ou divindade, ele aprendeu a render algum tipo de homenagem a essa presença, cuja natureza desconhecia. Possivelmente, uivos e grunhidos tenham sido as primeiras formas de manifestação dessa homenagem, além de sacrifícios e rituais que aos poucos foram se disseminando. Nesse contexto, as orações foram se tornando comuns. Mesmo um sacrifício ritual sempre envolvia algum tipo de oração quando a oferta era feita. Os conceitos religiosos, à medida que foram se tornando mais acessíveis, deram origem a novas orações, todas logo incorporadas ao repertório popular." (Luisa Borges)

 “Antes de mais nada, a oração é mais um estado de espírito do que uma relação consciente com Deus; é a emergência, o pedido de socorro que se manifesta e se expressa”.

Albert Hamman
( autor de vários livros sobre a história das orações)



Oração de uma Camponesa de Madagáscar

Senhor! dono das panelas e marmitas!
Não posso ser uma santa que medita aos vossos pés.
Não posso bordar toalhas para o vosso altar.
Então, que eu seja santa ao pé do meu fogão.
Que o vosso amor esquente a chama que eu acendi
e faça calar a minha vontade de gemer a minha miséria.
Eu tenho as mãos de Marta.
Mas quero também ter a alma de Maria
Quando eu lavar o chão, lave, Senhor, os meus pecados.
Quando eu puser na mesa a comida,
coma também, Senhor, junto conosco
É ao meu Senhor que eu sirvo, servindo a minha família.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Nosso Jeitinho"

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14)


Para apreciar toda a força deste versículo, é importante notar que a palavra – habitou ´”Skené” em grego, significa “barraca”, “tenda”.

É Deus, levantando uma tenda entre nós. Como se fosse no nosso quintal. Quer “intimidade” conosco.

“Shekinah” refere-se à Glória de Deus habitando no meio do seu povo.

Este é o nosso objetivo: uma – “Tenda do Encontro” – a morada de Deus no meio de nós. É este encontro se dá, principalmente fecundado no campo do feminino, pois esta “revelação” da Divina Presença é isto – a face feminina e materna de Deus.




Shekinah


A principal motivação para esta “Tenda do Encontro” que "armamos" aquí é romper a barreira do tempo e do espaço e chegar ao futuro, confirmando a “Aliança” que o Senhor fez com seu povo, para que todas as gerações saibam que tem um Deus que nos ama e que nunca estamos sozinhos.


Shekinah é a energia cósmica que habita no “Útero do Universo”, vivificando-o. Sendo assim, se identifica com o nosso propósito aqui, alinhavar com o “fio do tempo” todas as orações, milagres, curas e bênçãos; registrando lembranças e pedidos, formas de oração, graças e sinais do sagrado que se manifestam na nossa vida.


Do mesmo modo que personalizamos nossos terços com nossas graças, representadas por fitas, rendas etc.: Terço - Arma de Luz e Vida, colocamos em um caderno chamado SHEKINAH nosso encontro com Deus.


Somos apaixonadas pela palavra escrita. Acreditamos que a palavra escrita, carrega a energia de quem escreve.


“QUEM ESCREVE CONSTRÓI UM CASTELO E QUEM LÊ PASSA A HABITÁ-LO”
 (Santa Teresa d’Ávila).


Nele estabelecemos um colóquio espiritual em forma de uma conversa e pedimos:


"Senhor, podes ajudar-me a escrever enquanto me abro aos planos que tens para mim?”


Escrevemos também nossas experiências de amor com Deus.




Escrevemos como escreveu Teresa d’Avila, Santa Teresinha e Madre Teresa de Calcutá.


Histórias carregam nossas emoções e sentimentos. O que fortaleceu a família de Tobit e Sara (Livro de Tobias) foi o ligame entre eles, e o Ritual faz parte deste ligame – enrriquece.


Madre Teresa de Calcutá dizia:
" Recorra à caneta sempre que tiver oportunidade ."


Em Jer 30,1 está escrito:
" Eis o que disse o senhor: consignarás em um livro (caderno) todas as palavras que te tenho dito."


Ao escrever registramos e fazemos isso de forma bonita com estampas e canetas coloridas.
PARA QUE? para quem sabe, no futuro, ele chame a atenção de nossos descendentes e assim terem vontade de lê-lo e aprender conosco como nós, suas avós, bisavós, trisavós...nos relacionamos com Deus em nossas necessidades e aflições.
Todos os dias, a primeira coisa que escrevemos é o LEMBRAI-VOS (EM LATIM MEMORARE),  Seguindo da frase: "A GRAÇA ACIMA DE TODA E QUALQUER PERSPECTIVA HUMANA." e depois nossa conversa do dia, que pode ter o mesmo assunto do dia anterior ou outro, depende dos fatos que acontecem em nossa vida.

Santa Teresinha o rezava todo dia, Teresa de Calcutá também. Um dia ela prometeu rezar 25.000 Memorares pedindo uma graça. Seguimos seus exemplos e com esta oração fazemos uma tempestade de Lembrai-vos (Memorares) para sacudir o céu “...e abalarei céu e terra, mares e continentes” (Ag 2:6)










Se você gostou deste post e de outros entre em contato conosco, gostaríamos de conhece-lo e saber sua opinião.
Caso não esteja conseguindo aquí mesmo, mande-nos um e-mail para:

beraka.cati.alice@gmail.com




sábado, 20 de agosto de 2011

"Cuore"

" Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens ".
Fernando Pessoa

O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO...
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite....
Que saudade do compadre e da comadre!
Não deixe de fazer algo de que gosta, devido  à falta de tempo, pois a única falta que terá será desse tempo que, infelizmente, não voltará mais.


" Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos".
Bob Marley

" Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores"
William  Shakespeare

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Calathos"


Valei minha Nossa Senhora
Mãe de Deus de Nazaré
A vaca mança da Leite A brava da quando quer,
A mança da sossegada A brava levata o pé
Ja fui barco, Fui navio, Agora sou Escalé
Ja fui minino, fui homi, Só me falta ser mulher
Vale minha Nossa Senhora Mãe de Deus de Nazaré!!!!

"O Auto da Compadecida"

Auto da Compadecida é uma peça teatral em forma de auto, em três atos escrita em 1955 pelo autor brasileiro Ariano Suassuna. Sua primeira encenação foi em 1995, em Recife, Pernambuco. Posteriormente houve nova encenação em 1974, com direção de João Cândido.
É um drama do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel,de genero comédia apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa. Apresenta na escrita traços de linguagem oral por demonstrar na fala do personagem sua classe social, apresenta também regionalismos pelo fato de a história se passar no nordeste e o autor ter nascido lá.
Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro"
Foi apresentada em 1999 na Rede Globo de televisão como minissérie, O Auto da Compadecida (em que há um acréscimo do artigo "o" antes do nome original). Na adaptação feita para o cinema em 2000, também chamada O Auto da Compadecida, aparecem alguns personagens como o Cabo Setenta, Rosinha e Vicentão. Eles não fazem parte da peça original, e sim de A Inconveniência de Ter Coragem, também de Ariano Suassuna.


Assista agora "o julgamento", que é o ápice da história, que por sí só carrega  beleza da peça.



Caso você não consiga assistir, clik nos links abaixo pelo "Google Chrome":



Terceira parte: http://youtu.be/dtDRjgUppiY


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A História Original: João Grilo e Chicó arrumam um emprego com o padeiro da cidade. O cachorro da mulher do padeiro fica doente, João Grilo e Chicó vão à igreja para pedir ao padre que benzesse Xáreu. Mas o padre não concordou, João então disse que o cachorro era de Antônio Morais, um homem poderoso. Ao ouvir isso o padre aceitou benzer.

Quando iam saindo da igreja Chicó e J. Grilo viram Antônio indo para igreja. João se aproximou e avisou que o padre estava ficando louco chamando a todos de cachorro, para que ele não reparasse. Quando Antônio entrou na igreja logo o padre veio recebê-lo, como ele queria que a filha dele fosse benta não houve confusão no início da conversa até que o padre referiu-se a cachorros e assim ofendeu a Antônio que disse que iria falar com o bispo sobre a grosseria do padre.

Assim que ele saiu chegou na igreja o padeiro e sua mulher, João Grilo e Chicó. Xáreu acabava de morrer e a mulher queria que o cachorro fosse enterrado em latim. O padre e o sacristão não concordaram, mas João que podia agir como quisesse para conseguir o enterro logo inventou que o cachorro era cristão e em troco do enterro deixava dez contos de réis para o padre e três para o sacristão. E assim o enterro foi feito.

Quando voltaram à igreja o bispo estava lá e já sabia das reclamações contra o padre. Ao saber do enterro condenou a ação como um sacrilégio, mas João logo disse que o animal tinha deixado três contos de réis para o sacristão, quatro para o padre e seis para o bispo e assim todos concordaram com o enterro.

Foi então que a mulher chegou trazendo o dinheiro para que João o entregasse ao pessoal. Quando ela estava indo embora J. Grilo lhe ofereceu um gato que “descomia” dinheiro. A mulher ficou animada e comprou o gato, mas logo que foi embora voltou como marido, pois já tinha arrancado do gato todo o dinheiro que Chicó tinha enfiado no pobre animal.

Nesse momento entrou na igreja Severino e seu capanga. Ele tomou todo o dinheiro e matou o bispo, o padre, o sacristão, o padeiro e sua mulher. Quando chegava a vez de João ele ofereceu a Severino uma gaita que ressuscitava as pessoas.

Para demonstrar a eficiência da gaita João deu uma facada em Chicó e lhe furou uma bexiga de bode cheia de sangue que a um tempo atrás Chicó havia pendurado em si por baixo da blusa. Logo depois começou a tocar a gaita e Chicó fez que havia ressuscitado.

Em troca da gaita queriam a libertação. Mas Severino estava indeciso então João falou que ele poderia ir ver seu padrinho Padre Cícero, assim o capanga de Severino lhe dá um tiro e em seguida tocou a gaita e obviamente o cangaceiro não voltou à vida. O capanga tentou matar João e assim os três começaram uma luta e João Grilo acabou por enviar uma faca no homem.

Chicó correu pra fora da igreja, João ainda foi até Severino e pegou o dinheiro do enterro e o da padaria. O capanga que ainda não havia morrido, pegou o rifle e em seu último minuto deu um tiro em J. Grilo.

Aparecem então todos no céu. Era a hora do Juízo Final. Apareceram o diabo e Jesus e deu-se início ao julgamento, o diabo acusou a todos e Jesus viu que aquele era um caso difícil. João então chamou Nossa Senhora, mãe de Jesus para interceder por eles. Foi o que ela fez. O padre, o bispo, o sacristão, o padeiro e sua mulher foram todos para o purgatório. Severino e o seu capanga foram absolvidos e foram para o paraíso. João simplesmente retornou a seu corpo.

Quando acordou viu Chicó e um palhaço o enterrando, quando ele levantou o palhaço saiu correndo e Chicó de tanto medo nem conseguiu correr. Depois de uma pequena confusão João conseguiu fazer seu amigo acreditar que ele estava vivo. Os dois então se animaram afinal estavam ricos com o dinheiro do enterro e o da padaria que o cangaceiro havia roubado.

Mas Chicó lembrou que prometeu a Nossa Senhora que se João escapasse dessa lhe daria todo o dinheiro. Assim os dois começaram a discutir sobre a promessa. Por fim os dois acabaram indo pagar a promessa e entregaram todo o dinheiro a Nossa Senhora.